Não conformidade em projetos industriais: impactos reais

Em projetos industriais, a busca por eficiência, prazo e redução de custos muitas vezes esconde um risco silencioso: a não conformidade. Quando normas técnicas, requisitos contratuais ou padrões de qualidade não são atendidos, os impactos vão muito além de ajustes pontuais.

O custo da não conformidade em projetos industriais pode comprometer toda a operação, afetando desde a execução até a reputação da empresa no mercado.

Neste artigo, vamos explorar o que caracteriza a não conformidade, seus principais impactos e como as empresas podem estruturar processos para reduzir riscos e prejuízos.

O que é não conformidade em projetos industriais?

A não conformidade ocorre quando um produto, processo ou serviço não atende aos requisitos previamente definidos. Esses requisitos podem estar relacionados a normas técnicas, contratos ou padrões internos de qualidade.

Na prática, isso significa que qualquer falha que comprometa a integridade, segurança ou desempenho de um ativo pode ser considerada uma não conformidade.

Essas falhas podem surgir em diferentes etapas do projeto, desde a escolha de fornecedores até a inspeção final antes do embarque.

Principais impactos da não conformidade

Ignorar a conformidade em projetos industriais pode gerar consequências significativas.

Prejuízos financeir

Retrabalho, substituição de materiais e atrasos impactam diretamente o orçamento do projeto. Em muitos casos, o custo de corrigir um erro é muito maior do que o de preveni-lo.

Riscos operacionais

Falhas em equipamentos ou sistemas podem gerar paradas não planejadas, acidentes e comprometimento da segurança.

Danos à reputação

Empresas que enfrentam problemas recorrentes de qualidade tendem a perder credibilidade junto a clientes e parceiros.

Penalidades legais e contratuais

O não cumprimento de normas e contratos pode resultar em multas, processos e até interrupção de operações.

Onde a não conformidade mais acontece

A não conformidade geralmente não é um evento isolado, mas o resultado de falhas estruturais ao longo do projeto.

Entre os principais pontos críticos estão:

  • Falta de qualificação adequada de fornecedores
  • Ausência ou deficiência em inspeções técnicas
  • Falhas na rastreabilidade de materiais e processos
  • Sistemas de gestão de qualidade pouco estruturados

Esses fatores aumentam a exposição ao risco e dificultam a identificação de problemas antes que eles se tornem críticos.

Como reduzir o custo da não conformidade

A prevenção é o caminho mais eficiente para reduzir impactos.

Estruture processos de inspeção

A inspeção técnica ao longo da cadeia produtiva garante que os requisitos sejam atendidos em cada etapa.

Adote normas e certificações

Padrões como ISO 9001 e ISO/IEC 17020 ajudam a criar processos confiáveis e auditáveis.

Invista na qualificação de fornecedores

Avaliar capacidade técnica, histórico e conformidade é essencial para reduzir riscos desde a origem.

Implemente gestão de risco

Antecipar falhas permite agir antes que elas gerem impacto financeiro e operacional.

A importância da qualidade e do controle técnico

A qualidade não deve ser tratada como uma etapa final, mas como um processo contínuo.

Empresas que integram qualidade, inspeção e gestão de risco em suas operações conseguem operar com mais previsibilidade, reduzir perdas e garantir maior confiabilidade em seus projetos.

O custo da não conformidade em projetos industriais não está apenas nos erros visíveis, mas nos riscos que passam despercebidos até se tornarem críticos.

Estruturar processos robustos de qualidade, inspeção e compliance é fundamental para garantir segurança, eficiência e competitividade.

Se sua empresa busca reduzir riscos e aumentar a confiabilidade em projetos industriais, a Mount oferece soluções completas em inspeção, qualidade e gestão técnica para apoiar cada etapa da sua operação.

Os campos petrolíferos maduros e a extensão de sua vida útil

A extensão da vida útil de um campo de petróleo é necessária quando se quer adiar a interrupção da produção. É utilizada quando os reservatórios ainda possuem capacidade para a exploração. A viabilidade econômica e a importância estratégica do campo são determinantes para a tomada de decisão de estender a sua vida útil

Atendendo estas duas condições, é mais vantajosa a extensão à inutilização do campo. No planejamento da extração de petróleo dos campos é considerado um tempo de vida. A extensão da vida útil proporciona ganhos acima dos projetados.

Os equipamentos, máquinas e instalações devem ser reavaliadas e com certeza deverão ser readequadas e revitalizadas buscando atender os avanços tecnológicos para os novos tipos de exploração. A segurança e os ganhos econômicos são fatores determinantes.

O Brasil tem um histórico de abandono dos campos de petróleo. Segundo a Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis, (ANP), o fator de recuperação dos campos de petróleo no país atinge a marca de 21%. No mundo essa média chega aos os 35%. É necessário melhor aproveitar os reservatórios e as instalações para continuar a explorar e garantir maiores ganhos econômicos e estratégicos com os campos nacionais de petróleo.

Normalmente, o tempo de exploração de um campo de petróleo é de 20 a 30 anos. Os equipamentos, instalações, sistemas, e componentes, são pensados para terem um bom aproveitamento durante este tempo. A extensão da vida útil gera problemas técnicos e de segurança. Os equipamento, máquinas e instalações devem ser atualizados para uma boa extensão da vida útil dos campos.

O maior tempo de uso pode gerar falhas técnicas do equipamento. Os perigos de utilização de instalações obsoletas e envelhecidas são grandes. Os componentes do campo já podem estar degradados e deve-se pensar em uma abordagem de troca de equipamentos, para se obter instalações mais modernas que possam proporcionar maiores ganhos de produção e segurança.

Aproveitando os recursos naturais

Deve-se pensar na extensão da vida útil dos campos de petróleos como um meio de aproveitar melhor os recursos existentes no país.

No mês passado 11/03/21 houve o lançamento de um programa do Ministério de Minas e Energia, que visa estender a vida útil de todos os campos do país, concentrando-se nos campos do pós-sal. Esse programa tem como objetivo estimular a retomada econômica na indústria de petróleo e gás.

Estes campos do pós-sal estão produzindo menos, mas ainda possuem instalações e infraestruturas que fazem com que os campos maduros possam ainda ter um bom aproveitamento. O investimento para estender a atuação dos campos é menor do que os necessários para a construção de novos

O programa (Promar), busca recuperar a produção, gerar empregos, e realizar a manutenção da indústria local. Busca criar melhores condições de se aproveitar economicamente o petróleo e o gás natural, presentes nestes campos de pós sal que se situam principalmente no estado do Rio de Janeiro. Estima-se que a revitalização de campos maduros da Bacia de Campos, pode render até 12 bilhões de reais.

O governo deve agir o quanto antes e regulamentar as extensões de campos de petróleo que a exemplo do pré sal, que é um sucesso, devem buscar a potencialização da exploração dos recursos naturais de forma segura, limpa e economicamente viável, estendendo a vida útil de bacias petrolíferas, trazendo expressivos ganhos para as regiões, podendo assim, desenvolver seus estados, gerando emprego e oportunidades às pessoas que moram nestas regiões.

As oportunidades são imensas. É preciso agir logo para que se aproveite melhor estes recursos não renováveis, com segurança e pensando no futuro, buscando viabilizar economicamente os campos petrolíferos maduros. 

A Mount Engineering contribui para a revitalização de campos petrolíferos maduros no Brasil com a oferta de Gestão da Integridade de Atívos, e Gestão de Manutenção baseada em Riscos. 

A Mount Engineering também fornece o inovador e facilmente instalado sistema EnviraWrap para proteção estrutural na zona de maré e zona de respingo, para terminais marítimos e plataformas offshore.  O sistema Envirawrap possuem uma grande durabilidade, resistência a abrasão, resistência a UV, ao ozônio, a altas temperaturas climáticas, alta longevidade, resistência à contaminação de óleo hidrocarboneto, resistência a oxidação e grande flexibilidade.  Se usada em tempo hábil, a vida útil de elementos estruturais críticos pode ser estendida por muitos anos.

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A Transição das Matrizes Energéticas

O mundo está correndo rápido para mudar as matrizes energéticas. A Cúpula do Clima de 2021, evento ocorrido em Abril deste ano (reunião online sem encontro presencial), convocado, e liderado pelo presidente dos Estados Unidos (Joe Biden) demonstra esta preocupação. Com a presença de 40 países, foi relatado que o Brasil, o Estados Unidos, o Canadá, a Coréia do Sul e a Austrália, não alcançarão metas ambientais firmadas no Acordo de Paris, caso não adotem medidas ambientais extras.

É inviável manter a utilização de energias baseadas em carbono para atingir estas metas. O investimento na transição das matrizes energéticas se mostra indispensável, porém, o que este conceito significa de fato?


É a troca de fontes de energia baseadas em carbono, por outras fontes, limpas e renováveis. Há uma mudança de direcionamento para esse tipo de matriz visando barrar o efeito estufa e o aquecimento global. O uso irrestrito de matrizes baseadas em carbono, do tipo petróleo e carvão, promovem aumentos significativos na poluição afetando todo o meio ambiente.
São fontes renováveis de energia: a solar, a hídrica, a eólica, a biomassa, a geotérmica e a oceânica, dentre outras. Sendo as mais conhecidas, e utilizadas, as energias solar e eólicas.
De acordo com pesquisas mais recentes, a utilização de energias não poluentes tem crescido de forma exponencial de forma a ultrapassar as de fontes de energia baseadas em carbono. Essa matriz tem recebido investimentos que superam as de fontes não renováveis.
De acordo com a Agência Internacional de Energia Renovável (IRENA), para se atingir as metas do Acordo de Paris, é necessário investir cerca de 4,4 trilhões de dólares ao ano, em energias não baseadas em carbono, até 2050. Segundo a agência, há atualmente um investimento maior em fontes renováveis.

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O Brasil possui grandes oportunidades de investimento para essa transição. De acordo com o índice Climatescope, o Brasil é o terceiro país emergente mais atrativo para investimento em fontes renováveis.
Nos últimos três anos houve um significativo aumento dos investimentos na transição das matrizes energéticas. Os compromissos assumidos pelos maiores países do mundo visando a redução de emissões de carbono e a implementação de fontes renováveis mostram a disposição para grandes investimentos nos mais variados setores econômicos.


Energia e COVID-19


Com a pandemia, o mercado de energia teve de se adaptar. Houve uma diminuição na venda de combustíveis em todo o planeta. As fábricas e indústrias diminuíram a produção. No entanto, no auge do confinamento, as emissões de CO2 chegaram a ter queda de 17% em relação ao ano de 2019.
Agora em 2021, deve haver uma retomada nesses setores e as energias renováveis têm um papel fundamental neste novo cenário. Várias empresas estão buscando alternativas às fontes baseadas em carbono. Existe uma cultura visando combater o aquecimento global e várias empresas estão caminhando para se reestruturarem, investindo cada vez mais em tecnologia que possibilite o uso de energias limpas e não poluentes.
Dessa forma, a empresa que quer investir em fontes de energias renováveis deve ficar atenta aos lançamentos do mercado. Existem diversas alternativas. As novas tecnologias estão mudando o cenário global. É preciso muito investimento para se mudar totalmente a matriz energética, mas as novidades estão aí. Só é preciso encontra-las.


A Mount Engineering, por sua vez, observando essa tendência global, reinventou sua visão de negócio. Isso se alinha aos objetivos globais de redução da pegada ecológica e cria um ambiente favorável para o crescimento de empreendimentos sustentáveis.
A Mount Engineering é parceira da DutchVentus Turbines e da Amphibious Energy (ambas da Holanda), empresas que oferecem o que há de mais moderno em tecnologia de geração-distribuída e autônoma, explorando fontes eólicas e solares renováveis. As soluções fornecidas por esses parceiros inovadores estão fazendo a diferença em locais remotos e fora da rede – reduzindo a dependência de geradores que usam combustíveis à base de carbono, onshore e offshore.

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